Odeio vento no rosto, mas abri a janela do carro, coloquei o som no volume máximo, tocava uma música do móveis, nevilton ou autoramas, ja nem sei. Cantarolava em voz alta, muito alta, com o rosto quase todo para fora da janela. Rindo, achando graça para qualquer um na rua, e sem prestar atenção em nada.
Cheguei em casa, corri para o quarto da irmã caçula, ela estava deitada na cama, lendo alguma coisa. Joguei-me na cama, suspirei e falei olhando para o teto:
- Ah! Tô apaixonada.
Ela olhou assustada, sem acreditar muito. largou o livro e logo fez mil perguntas.
- Quem? Como? Como ele é? Quando isso aconteceu? O que estás sentindo? Como sabes?
A única coisa que sabia dizer era:
- Ah! Estou apaixonada, irmã.
Ela já meio irritada, vasculhou minhas mãos, acho que em busca de drogas (eu só podia ter surtado), ou pistas talvez. E mais uma vez perguntou por quem eu estava apaixonada.
Então eu respondi:
- Irmã, não faço ideia, só sei que nesse estado de felicidade integral, só posso ter me apaixonado por alguém. Será que ele se apresentará, hoje, para mim?
Ela achou graça e voltou a ler Caio Fernando Abreu. Depois de alguns minutos silenciosos disse quase gritando: "...mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro."
Um comentário:
Caio F. sempre sabe o que dizer, não é? Passe-me um pouco de felicidade, por favor! Acho que todos precisam de um frase dessa por dia:"AH, ESTOU APAIXONADA". Assim é que a vida funciona! Obrigada pelo carinho no meu blog! Eu adorei tudo por aqui, acho que foi amor à primeira vista,RS. Beijitos,MM.
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